bem..não é só pelo modismo que estamos vivendo. Ter um blog já é uma questão de sobrevivência. Em meio a tantas coisas que somos obrigados a conviver, o exercício que o blog traz, o da escrita, nos permite voltar a ser aquilo que está em desuso por esses tempos: o ato de ser humano.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Sem demora, por favor.
É quase sempre a mesma coisa, o mesmo percurso que se segue para chegar naquele fim. E quando se fala em fim, logo se lembra do recomeço, da oportunidade que move o mundo. E recomeçar, na contagem maluca do nosso tempo "calendarístico", está mais para um enorme dejavù do que para um novo início mesmo.
Uma pena, eu acho.
Pensando em escrever esse post, me lembrei de anotar quais eram meus desejos para esse final de 2009. Coisas que eu gostaria que entrassem comigo em 2010 e me fizessem uma pessoa mais fashion ou talvez maquiada ou ainda mais organizada. Apêndices, coisas para acompanhar o produto.
Me dei conta, então, de que tudo isso só entra na lista para compor o por fora, o que se vê. Afinal, não tinha wish list para quem eu quero ser no ano que vem. E pensando em uma, imaginei que seria bom se eu pudesse me controlar mais. Em todos os bons sentidos que o controle possa ter: dinheiro, consumo, comida, tristeza, chateação.
Sem um bom auto-controle (ainda é assim que escreve?!?!) é difícil ser feliz; tudo acaba te atingindo e você fica cada vez mais distante de ser "comandante da sua vida".
Acho que também vou pedir um pouco de tolerância para mim. Sei que as vezes tolerar o outro resulta em algo mais do que respeito, mas quando se trata de você mesmo, é fundamental insistir mais. 2009 foi ano ingrato comigo: tive que ser mais do que eu queria, mais até do que eu estava preparada para ser e isso, nessa pseudo contagem, deu resultado negativo. Fiquei mais tempo fora do que dentro, mais tempo sendo outras do que sendo eu. E dói não ser você.
Ser, cada dia mais, o tipo de pessoa que eu gostaria de conviver. Porque não tem nada mais chato do que ser exatamente aquilo que você detesta, ah! não tem mesmo.
Muitos foram os momentos nesse quase moribundo 2009 que convivi com gente "assim-assim". E puxa!!, foi sofrível pra caramba! Gente que fala sem necessidade, que se exibe sem necessidade; gente que exagera do incomodar nosso de cada dia.
Se houve um lado legal nisso, foi o de descobrir nos último minutos, que você não precisa mostrar tudo o que sabe. Muito bem lembrado para mim, obrigada!!
E no resumo, gostaria de sorrir mais em 2010. Cada dia um pouco, cada dia mais sincero.
nayarac.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
A vanguarda do gato
Apesar da relativa distância entre minha promessa de escrever semanalmente aqui e a realidade das coisas, cá estou. Cansada, olhos-panda, sobrevivente de um TCC e de uma meia semana de provas finais; cá estou.
Mas esse é um espaço de alegria e, sendo assim, quero falar de algumas coisas boas que rolaram nesses últimos dias.
A primeira delas (não na ordem dos acontecimentos) foi uma pequena (mas muito, muito, muito fofinha) compra de makes. O legal nem é a compra em si, mas o carinho que recebi de bloqueiras fofas, lindas e suuuuper simpáticas. Me senti cheia de amigas maravilhosas! Tipo, A-M-E-I-!
A compra não era para ser assim como foi (conto isso depois...) mas acabou sendo melhor do que eu esperava. Não chegou nada ainda (comprei um kit de pincéis da EcoTools e pedi umas amostras de pigmentos da MAC) e, para provar que sou boa leitora e medrosa compradora, perguntei para as queridas do Coisas de Divas, MAKEUPalooza e Cruelty Free Makeup sobre os produtos, visto que havia post's sobre os respectivos produtos nesses espaços lindos.
E, foi me sentindo a íntima, que recebi as respostas carinhosas e prestativas. Sabe, para quem é baby nesse mundo de makes como eu, qualquer detalhezinho nos deixa derretendo. Parece que de uma hora para outra viramos as melhores amigas (coisa de doido isso, mas o sentimento é real).
Quero dizer aqui, na minha casinha, o quanto fiquei feliz com a atenção de vocês: Sá, Juliana, Milena e Renata. Beijos! beijos! beijos!
- - - -
Outra coisa boa pra contar é sobre o famigerado TCC. De alguma forma, posso dizer que acabou. Foi infinitas vezes mais difícil do que eu imaginei que fosse. Não é exagero, é verdade de quem precisa fazer alguma coisa além. Não sei bem se isso me ajuda ou atrapalha, mas ultimamente só me encontro fazendo coisas muito além de mim. Acho que mereço um parabéns!!
- - - -
E como esse post era pra falar de coisas que entraram para a lista de natal feliz e consumista, porque não fazê-lo?
Apesar de gostar muito, muito, muito de comprar, só sonho com coisas de realmente cabem no bolso universitário. Afinal, já basta a ânsia de consumir, já pensou se essa ânsia for ainda maior pelo não consumir? lol
Saca a listinha virtual dos mimozinhos:

Corretivo da Yes! - a saga do corretivo, vocês entendem...(a foto é da Marina do 2Beauty, que aliás fez uma resenha incrível sobre ele);
Tachas: porque eu ainda não tive meu momento Rock (foto de alynejs.wordpress.com/);
Linha Milk do Boticário: sem explicações, embalagens me compram! ( fotos de planetagloss.blogspot.com e vaidosaetodaprosa.blogspot.com);
Pérolas da Avon: mesmo que muitas meninas digam que não é grande coisa, essas bolinhas me arrancam suspiros. (foto de passaneura.com);
Regata cinza: de repente, não mais que de repente, foi uma vontade. (foto de osmeusbricolages.blogspot.com);
Sapatilha nude: porque esse sempre foi o segredo das pernas curtas!! (foto de elle.abril.com.br);
Kit açaí da Natura Ecos: você já cheirou isso? (foto de madameglamour.com.br);
Linha Impala Verão: só na minha cidade que não tem. (foto de paponadacabeca.blogspot.com);
Sapatonline: eu me recuso a explicar qualquer coisa diante dessas imagens (fotos do site: sapatonline.com.br).
Bem, é isso.
Papai Noel se quiser pode me dar tudo ai de cima!!
Bjos e até mais!!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O lado de cá.
Eu sempre achei que essa era a real vontade dele. Depois de tantas idas e vindas de uma vida sem muitas explicações, eu achava verdadeiramente, que ele desejava esse descanso.
Não que ele ansiasse por isso, mas fato é que as dores dele também pesavam. E pesavam muito; eram nítidas demais para não enxergarmos.
Por conta disso, nossa vida foi, de certa forma, dedicada a tornar a dele mais leve, menos penosa.
Eu cresci no mundo que ele me contava, com voz rouca e quase sem rodeios. Era simplista, com toda elegância e complexidade que essa palavra contém.
Era rude também, mas não por preferir ser assim. Era, mais do que qualquer outro adjetivo que se possa dar, um humano.
A generosidade em compartilhar seu olhar vago, sua mão enrugada, sua risada frouxa foi enorme; me garantiram uma vida de felicidade plena, contagiante, inexplicável.
Tive, como poucos puderam ter, a alegria, a oportunidade, a dádiva de chamar alguém de avô.
O avô, que era figura pontual na família, se foi há tempos. Mais do que eu gostaria, mais do que eu imaginava.
E mesmo assim, essa ausência continua.
Imaginei que o tempo me ajudaria a lembrar de sua figura mais brandamente, com menos daquela angústia da hora da sua perda, mas isso é só ilusão. Tudo ainda está aqui.
- -
O pai da minha mãe foi também o meu pai. Foi também criança com eu, foi também o pai que meu pai perdeu muito cedo. O amigo dos amigos, a figura cativante da família, a presença sempre requerida, a pessoa certa na História errada.
Desisti de tentar torná-lo uma lembrança, uma passagem feliz e só.
Desisti de me imaginar sem esse pedaço, sem esses momentos de saudade eterna.
A dor não é da partida, é da certeza do nunca mais.
Nayarac.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
O pensamento da minha vida.
Sou uma pessoa mais fashion na cabeça do que na realidade e isso nem é por falta de vontade de transformar conhecimento em moda real.
Fico (ainda) presa em certas barreiras que crio, e isso dificulta meu lado Janessa de ser (musa!!).
Mas hoje vi (mais uma vez) uma coisa tão linda, tão verdadeira de se pensar que vou fazer desse meu lema fashion.
"Regra definitiva de "versatilização", por Fernanda
Pensa sempre que toda peça de roupa que a gente tem no armário ou que quer comprar tem que render pelo menos três looks diferentes. Isso quer dizer que cada peça precisa ser coordenável com outras três peças que a gente tem. E não vale camiseta pink com jaqueta preta, short preto, saia preta: pra valer a pena ter/comprar as nossas peças (to-das) precisa funcionar com outras três peças bem diferentes. Vale até pra vestido, viu? Faz o teste e volta aqui pra dizer se não é uma regra incrível! O guarda-roupa fica enxuto e coeso – e a gente economiza um tanto em compras dispensáveis!"
Mais uma vez as incríveis (porque não cabe adjetivo menor) meninas do Oficina de Estilo, me ensinando que moda é vida.
Nayarac.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Para aprender a olhar.
Micro post, para propor um pensamento.
Quantas vezes você limitou seu pensamento até a margem de seu crânio? E quantas vezes você pensou sobre isso?
Recebi, via twitter, um link muito incrível (não só pelo seu conteúdo, mas pelo que me fez pensar) das queridas do Oficinas. O texto da twitada tinha a palavra beijo e isso já me remeteu a apenas uma forma, um conceito, uma definição.
Eu adoro me enganar com o que penso.
Ainda bem que o link tinha muito mais para oferecer do que minha limitada imaginação.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
A História de Lily Brown (poderia ser a minha tb?)
Como num romance, O homem dos meus sonhos
Me apareceu no dancing, Era mais um...
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam feito um zoom
Ele me comia, Com aqueles olhos
De comer fotografia, e Eu disse cheese
E de close em close, Fui perdendo a pose e até sorri, feliz
E voltou
Me ofereceu um drinque, Me chamou de anjo azul
Minha visão foi desde então ficando flou...
Como no cinema
Me mandava às vezes uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema, Me desmilingüindo toda ao som do blues
Abusou do scoth, Disse que meu corpo Era só dele aquela noite
Eu disse please...
Xale no decote, disparei com as faces rubras e febris
E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus, Já vou com os meus
Numa turnê...
Como amar esposa, disse ele que agora só me amava como esposa
Não como star, Me amassou as rosas, Me queimou as fotos, Me beijou no altar...
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz...
A História de Lily Brown - Maria Gadú
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Um adendo.
Antes de falar das pessoas maravilhosas da minha vida virtual, quero registrar meu agradecimento aliviado as pessoas que me ajudaram a vencer um micro desafio pessoal: falar bem em público (não que falar em público seja problemático, mas falar bem é...).
Agradeço a confiança que, mesmo sem saber, despertei em todos. Não sou a pior pessoa do universo, mas não tenho medidas para dizer o quanto sou boa. Mas essa semana percebi que mesmo longe do objetivo final, posso me dizer suficientemente boa.
Depois da confiança, agradeço o apoio; sem ele não se faz nada. Fico feliz em perceber que mesmo em momentos complicados, de extrema irritação, tenho perto de mim aqueles que são mais preciosos que ouro.
A gratidão final vai para aqueles que reconheceram meu empenho e dedicação em elucidar as mentes cansadas e mesquinhas que rondam por ai. Perceber que essas pessoas me agradecem por ter dado um pouco mais de valor naquilo que fazem (mesmo que indiretamente) é valioso. É o mesmo que ver seu próprio futuro, seu próprio valor.
Assim, fica registrado todo o carinho que tenho por cada um de vocês.
Obrigada, do fundo do coração.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Antes de mais nada: você já leu o título desse blog?
As vezes sinto que tudo nessa minha vida será no estilo "antes tarde do que nunca."
...
Lamentações à parte, minha ausência é muito bem explicada aqui. Não é a coisa mais simples do mundo ter cinco cachorros, mas eu prometo não abandonar meu espacinho fofuxo nesse blog.
Depois de tanto tempo fora, tenho várias novidades. Algumas nem tão novas, por estarem há tempos no blogroll. Acontece que nunca falei o motivo de estarem lá e, people, você é aquilo que lê (ou quase isso). Assim, vou dizer agora porque cada link desse mudou meu modo de enxergar o mundo mais longe.
Começa no próximo capítulo, ok?
Bjos, nayarac.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Grandes emoções.
Esse é o sentimento de quem vos fala agora.
Explico: hoje, como conclusão de um curso online (esse aqui), participei de um chat com meu muso ever - Luli Radfahrer. (ok, ok. é mesmo uma babação, mas ele merece, tá?).
Brincadeiras a parte, o chat foi mega enriquecedor. Me fez pensar em quantas vezes deixamos de lado o maior diferencial que podemos ter nessa profissão: o conhecimento. Claro que outras coisas também contam, mas não dá para construir uma casa começando do telhado, certo? Conhecimento é base e TODO MUNDO tem que buscar o seu. (não rola pedir emprestado).
E ainda nesse assunto de construções, o maior conselho-dica-sugestão que o muso e todos os colegas do chat deram: saiba o que você faz.
Muitos são os casos em que desenvolvedores web (o pessoal do design entra aqui) são confundidos com o sobrinho do vizinho de um cara amigo seu do futebol, que mexe no computador.
Gente, não pode, né? Não dá mais pra ser assim.
Seu (futuro) cliente pode não saber o que quer, mas você tem que saber o que faz e o que não faz. Não adianta reclamar depois, quando o trabalho não rende nada.
E, nessa hora, mais uma vez o conhecimento é fundamental: sabendo o que você quer, buscando o conhecimento para tal (não me venham com churumelas! aprender é sempre importante), é que damos qualidade para o que fazemos.
Também rolaram perguntas de mercado e tal. "Gente imbecil e brilhante tem em todos os lugares" (L.R). Então, nada de desculpas físicas para a má qualidade dos trabalhos.
Foi tudo muito bom mesmo.
Tem gente que acha exagerado da minha parte (e de tantas outras por ai) meus elogios a pessoa do Luli. Mas gente, quer profissional mais inspirador que ele?
Pessoa que pondera, que relativiza, que compreende o que fala. É de gente assim que nós temos que nos cercar - gente que não faz "modinhas", faz tendências! (sem referências diretas aos termos das palavras, ok? - só força de expressão).
E falando em inspiração, vale dois mantras para todo o profissional: receber mais informação do que dar (adaptação de um ditato chinês que rolou por lá) e, o mais lindo de tudo: (sobre como escolher boas informações, e gêneros): boa informação é tudo aquilo que te faz pensar que o mundo não é só onde você esta.
Lindo, não?
Mais referência: http://www.youtube.com/watch?v=uP8OhGzWat0
nayarac.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Nada é maior que meu amor nem mais bonito
Ontem, assistindo o especial "Elas cantam Roberto" comecei a procurar no meu coração o porque desse amor tão atípico. Afinal, eu não fui a garota do baile, nem a amada amante, muito menos a mulher de 40 dele.
Não vivi nada da magia. Nada, exceto as vezes que fui acordada ao som de Detalhes, oferecida por minha mãe que aumentava o som do velho radinho para eu acordar. Ou ainda as tarde da infância ouvindo a fita k7 que a mãe, quando mocinha, mandou gravar na rádio. Todos aqueles especiais mercadológicos que faziam a família se reunir e chorar no cantinho do olho.
Eu gosto de Roberto. E não é porque ele é lindo pra mim, mas porque é lindo pra tanta gente.
Sempre existe um restinho da sua voz naqueles momentos que guardamos na memória, um pouquinho daquela beleza cantada traduzindo o rosto especial que se transformou em letras, palavras, melodias...
Gostar de Roberto me faz bem, porque me faz pensar que todos temos um momento especial, um amigo irmão camarada, um lugar pra voltar, um amor esquecido, uma amada amante, um medo de amar e perder, um qualquer coisa que nos deixe assim, tão humanos, tão Roberto Carlos.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Sobre o que as pessoas pensam.
Vida on e off line se misturam quando pensamos que nem tudo pelo que se passa é bom.
Hoje, tive uma experiência curiosa: esbarrei (sem querer, eu juro!!) em um preconceito daqueles bem horríveis. Não vale a pena comentar o caso, mas o fato era que para tal sujeito, moda era uma mera futilidade (não, ele não considerou todos os empregos, as rendas à união, as micro-empresas que vivem do negócio, as bordadeiras do sertão da Bahia, as revoluções, as conquistas, os significados sociais, a estrutura política-econômica-social-ideológica que sustenta a palavra "moda").
Diante dessa situação triste e pequena, meu alívio veio da vidinha conectada: essa delícia de blog, mostrando que pelo menos essas cabeças pensam diferente.
Engraçado também foi a inversão dos papéis: ouvir o preconceito do "joven" e ver no "velho" a prova do contrário foi o melhor da conversa toda.
Link do post: www.advancedstyle.blogspot.com/
Indicado pelo sensacional: Super Zíper
Bjo,
nayarac.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Não sei dizer.
Tão diferente deste inferno que eu vivo..."
Pode ser só pela insistência. Pode ser também pela beleza.
No fundo, não importa. Este blog aqui aceita, mesmo sem motivos.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
E mais ainda - parte II
O que esses presidentes fizeram foi organizar a sociedade (leia-se os grupos que tencionavam tomar o poder) de uma maneira que beneficiasse o principal produto da nação: o café. Pensando nisso, foi criada uma aliança política chamada de Política dos Governadores, onde todos os menbros filiados ao PR (partido republicano) tinham seu quinhão de poder e podiam – todos juntos – dirijir a política nacional para seus interesses. Tão bem pensado e arquitetado o esquema político feito por Salles que ele só veio a baixo depois de muitos anos.
Mas o que tanto era preciso fazer para que o café lucrasse? Para isso, quase nada. Afinal o protudo era a “galinha dos ovos de ouro” da época: sua aceitação no mercado europeu e principalmente norte-americano sempre teve grande êxito. O que se pretendia era uma política interna que supervalorisasse o produto, de modo a deixá-lo valendo muito mais do que de fato valia. Ferrovias, taxas cambiais diferenciadas, garantia de compra pelo Estado da produção não vendida, entre outras medidas foram adotadas para assegurar o café; quanto mais se aplicava nesse sentido, maior era o ganho. Contudo, essa política não pode ser mantida para sempre e quando ela começa a ruir, não há mais salvação para a economia brasileira: afinal o Estado que tanto investiu na cultura do café “esqueceu” de investir em outros meios que pudessem lhe sustentar se o precioso grão faltasse. E foi o que aconteceu, quando acontece a 1ª Guerra Mundial, ele faltou.
Faltou porque em período de guerra todas as econonias se voltam para dentro, seja na produção bélica ou de alimentos de subsistência (no caso, no período de pós guerra). E o café, apesar de muito bem aceito não se enquadra em nenhum dos dois casos – não é bélico nem de primeira necessidade. É assim que seu comércio entra em declínio.
Entre uma e outra tentativa de salvar a economia, que até então é majoriatariamente agrícola, aparecem os primeiros passos do processo de industrialização do país. A grande e ainda crescente massa de imigrantes que há tempos vem para o Brasil (desde o fim da escravidão) já não encontra mais abrigo no campo e parte para as cidades, onde as fábricas podem acolher a todos. Todos não, preferencialmente aqueles que já possuem o conceito capitalista de produção em mente: os imigrantes europeus são absorvidos mais rápido por essas crescentes indústrias.
Rápida também é a dissiminação das ideias políticas do operariado europeu. Sua alta condição politizada faz repercurtir uma situação incômoda há muito tempo pela população urbana brasileira: desde sempre os investimentos foram direcionados para o campo e a cidade não possuia as menores condições de crescimento, muito menos de suportar a onda de novos moradores. Era preciso fazer algo rápido e antes que outros o façam.
A falta de condições urbana, de leis regulamentadoras para o trabalho, os baixos salários, crescente insatisfação e a total desatenção do governo para esses problemas geravam um mal-estar na sociedade brasileira. Principalmente na sociedade paulista que, em 1917 – ano da principal greve da História, tinha cerca de 15.000 operários. Com um contingente desse era improvável que o Estado os ignorassem, mas era o que acontecia: a única relação que o presidente tinha com essa parcela da população era a repressão. Epitáfio Pessoa e sua cúpula não pleitava acordos. Os problemas eram resolvidos com o uso da força.
Sobre a História das coisas e uma explicação
Pleito porque apesar de estar em um curso de, como diria Caetano, ou não.
Enfim, reflexões a parte, fato é que este post e o que o segue vão conter um papo mais cabeça, um tipo de conversa mais direcionada sobre o que eu estudo.
Neste post vou falar um pouco sobre a República Velha no Brasil e seus pontos mais consideráveis. Claro que por ser uma conversa informal, ela não tem todas as abordagens ou correntes historiográficas. É apenas um "para saber mais" que vou compartilhar com vocês.
Boa leitura.
PS: vou dividir o post em duas partes.
Parte I
República velha é o termo usado para designar um período político no Brasil ocorrido entre os anos de 1889 à 1930. O termo “velho” nada tem a ver com a temporalidade (velho ou jovem) e sim com o estilo político que se adotou.
Para compreender tal estilo, se faz necessário entender o cenário político, econômico, social e ideológico que antecederam a república: o Brasil Império estava em um momento que não era mais capaz de sustentar as espectativas e interesses dos grupos dominantes. Exemplo disso se pode ver na fala dos agricultores ao dizerem que o Império não apoiava economicamente (com pedidos de empréstimos no exterior) as lavouras de café – orgulho e maior fonte de renda do país. Verdade ou não, fato era que Dom Pedro II e sua política já não garantiam o pleno funcionamento do governo.
Diante disso a necessidade de mudar o sistema foi inevitável e todos aqueles grupos que não se sentiam atendidos pelas práticas do Império (cafeicultores, comerciantes, militares) idealizaram que o regime republicano era a melhor opção para se aplicar no país – mesmo que o sentido de república fosse completamente diferente para cada um deles.
Apesar de parecer simplista, a passagem de império para república não o foi: existiam elementos que ainda sustentavam e legitimavam o império, como a escravidão e a própria figura do imperador, e que por suas razões de ser não poderiam ser mantidas. Com a queda desses elementos era mais fácil inserir outra forma de governar aquilo que era desejado por alguns e não o que era preciso por muitos. Afinal, o sistema poderia ser novo, mas a prática que o regeria seria a mesma de antes; não havia e nem houve a intenção de mudar qualquer estrutura no país, somente diminuir as distâncias entre interesses e interessados.
Assim, fica fácil analisar o porque da permanência tão curta do primeiro presidente do país – Deodoro da Fonseca. O marechal, apesar de ser o proclamador da liberdade nacional não pode compreender que era preciso também mudar de postura; sua mentalidade monárquica o levou a ser deposto em menos de 2 anos após a posse. Depois dele, vieram outros que em maior ou menor medida, conseguiam guiar os interesses econômicos brasileiros (mas não sem pormenores e ressalvas) até a grande depressão de 1930.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Ainda há tempo.
Mesmo que um sopro de tempo, uma vaga lembrança daquilo que poderia ser.
Mesmo que uma batida do coração ou apenas um arrepio sutil.
Sempre há tempo para postar alguma coisa que aqueça o coração por aqui.
Links que sempre valem a visita:
Cozinha Travessa - para as mais gostosas travessuras na cozinha.
Mini Saia - para dar o melhor ângulo nas pernocas.
Bobagento - para as melhores risadas.
Jozé de Abreu - para descançar, depois de tudo isso.
nayarac.
sábado, 4 de abril de 2009
Um pensamento que passou rápido demais
Em umas delas, vi uma nóticia que falava sobre a gravação do primeiro DVD solo de Marcelo Camelo que teve a participação de Mallu Magalhães.
Ok, Ok. Gostos musicais a parte (não estou aqui hoje para falar da música deles), o que me fez escrever foi a foto que ilustrava a matéria.
Devido a toda carga preconceituosa que carregamos, a primeira coisa a se pensar é "o que passa na cabeça de uma mãe que deixa sua filha namorar um cara com o dobro da idade dela?".
Confesso: também já pensei isso e muitas outras coisas até menos conservadoras. Mas o fato é que pensei. Seria mentira dizer o contrário e eu não sou fã de mentiras.
Só que o que realmente precisava pensar eu não pensei: e se eles se gostam? E se for bonito de verdade? E o que tem uma menina namorar um cara com o dobro da idade dela?
A resposta para a última pergunta é nada. Afinal, o sentimento burguês já está fora de moda: vamos voltar a amar aquilo que queremos e pronto.
PS: a motivação para o post veio da beleza da foto de Genilson Coutinho/VC no G1

quarta-feira, 1 de abril de 2009
1° de Abril
2º. A conexão caiu.
3º. Trabalhe em casa e fique rico.
4º. Ausente no MSN.
5º. A bateria do celular descarregou.
6º. Experimenta sem compromisso.
7º. Parcelado dá o mesmo preço à vista.
8º. Download apenas para uso pessoal.
9º. Fique rico indicando pessoas.
10º. Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta.
Texto auto-explicativo.
Diretamente da terra do Lista 10.
nayarac.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Tu aire
Uma das coisas que mais me encanta no mundo virtual é como ele pode (sem maiores problemas ou dores de cabeça) transformar uma coisa óbvia em uma outra completamente maravilhosa.
Afinal, o que tem de novidade em ouvir uma música? Em um desenho? Em desenhar ouvindo música? Nada, eu sei.
Me explica isso então.
nayarac.
terça-feira, 24 de março de 2009
Uma bruxa, uma princesa, uma diva, que beleza!

Este é mais um daqueles post sobre os divos e divas que eu encontro na net. Hoje, a diva em questão é diva mesmo. Ou bruxa. Ou princesa. Escolha o que quiser!!
Ouvi falar de Ana Cañas a primeria vez em um boletim cultural mais que ótimo, o B-coolt (ps: assinem!!). A curiosidade foi enorme e a primeira vista. E ela só aumentou com a chamda do Som Brasil Cazuza onde a moça era uma das intérpretes que participariam.
Dito e feito: foi assistir o programa e virar fã de carteirtinha. Afinal, como não ser? A moça é linda, tem uma voz mais linda ainda e, como se já não fosse bom o suficiente, ainda tem o Chico Buarque como fã e amigo no MySpace (lol).
Então, ouçam. Mas ouçam muito, até os ouvidos doerem. Ana (olha eu de íntima!) canta com a ânsia de quem quer viver, com a profundidade de um beijo, com a fragilidade de uma beleza passageira. É lindo demais.
Para conhecer mais, vai aqui .
Para ouvir, vem aqui.
Para amar, é só começar. =)
nayarac.
