sexta-feira, 23 de abril de 2010

Um dia sem culpa

pra poder sair por ai, sem pressa pra voltar, sem ladeira pra subir, sem bolsa pra carregar.
Só ir, de porta em porta, de cor em cor, vendo, aprendendo, gostando um pouco de cada coisa que
se revela em pequenas partes.


Pra comer mais um pedaço de bolo, de pizza, de lasanha. Pra comer devagarinho, de mansinho, pra
sentir o sabor daqueles três grãos moídos de pimenta na última hora do prato.


Pra desabotoar o botão da calça, da camisa, da gravata, do controle remoto. Pra subir o som do
rádio, subir pro quarto de cima, pro andar de cima. Subir e descer de elevador.

Pra ficar vendo TV, vendo o nada, vendo a vida passar, o gato dormir.

Só um dia sem culpa, pra sentir saudades de todas as culpas de todos os outros dias.

Era assim que eu queria ficar hoje. Amanhã. Depois de amanhão também.

Pra eu poder lembrar, um dia quem sabe, de um dia que tive culpa.
Culpa por não ser mais alta,
mais bonita, mais magra, mais prestativa, mais paciente, mais esforçada.
Pra lembrar que eu poderia ter sido obcecada pelo mais, mas fui preguiçosa de menos.

nayarac.

domingo, 11 de abril de 2010

Graciosidade

O título desse post serviu, em uma conversa paralela, para descrever a obra de Lya Luft.
Mas agora ele só é mais um, na lista dos adjetivos que posso usar para descrever (ou ao menos tentar) uma pessoa tão querida, tão especial, tão incrível.

Te conheci em um tempo feliz e distante, tão distante que chega a doer. E não me contrarie: dói lembrar que os 13 anos já existiram um dia. Mas tudo bem, já que existiram tão repletos de sorrisos e de felicidades; sabores que a vida dá com cautela e em doses homeopáticas.

Desconsiderando o fator "tempo real", não saberia medir a distância temporal que existe em mim daquelas tardes ensolaradas até o dia de hoje. O dia do seu
até mais. Talvez porque toda nossa amizade se processe em mim como um grande momento de sorrir, uma grande canção melodiosa, que desperta saudades inexplicáveis e esconde - eventualmente - pequenas lágrimas de emoção.

Fico muito feliz por sua conquista, por sua escolha e novo rumo de vida, mas seria muita omissão da minha parte não dizer que também sinto uma tristeza, assim bem pequena, bem pálida, bem sofrida no coração.
Um medinho de que você nos esqueça, me esqueça, ou que simplesmente guarde em uma caixinha bem lá no fundo do coração todos esses anos que se passaram.

É compreensível, afinal, a vida só funciona no play e nunca no rewind.

Camila, você é muito querida. Muito mais do que eu poderia dizer ou mesmo escrever.
Não sei dizer como será o daqui pra frente, mas espero que seja tão bom e maravilhoso como tudo o que compartilhamos até aqui.

Muito sucesso, sempre!

De nayarac. para camilaK.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Compras no Ebay

Não é minha primeira compra de makes, mas certamente é bem significativa.
E não pelo conteúdo em si, mas pelo prazer que essas belezinhas vão me proporcionar.

Desde o primeiro post que li sobre maquiagem, nos meus sonhos habita uma palette de 120 cores. É impressionante como essas "bolinhas" de sombra arrancam suspiros do coração, não?! (é coisa de apaixonada por make, gente! Me entendam!!).

Então, depois de mundo esperar e planejar, encomendei a minha na já famosa Lojinha do Tio Coreano do Ebay. Claro que podia ter escolhido outra forma de comprar, mas comparando pós e contras, o tiozinho levou a escolha e boa parte da minha alma. (lol)

Esse post é para endossar o coro das garotas que já compraram com ele e para encorajar as que ainda vão: ele é super simpático, prestativo, eficiente e em mesmo de 10 minutos concluí minha compra. Agora é só esperar, né?

Além da palette, comprei um kit clone da Mac e um kit de 16 pincéis, para ver qual era a dele. Espero que tudo chegue bem certinho e que eu não seja taxada. Não porque eu ache que os tributos sejam ruins, mas nossa grana já é tão taxada aqui dentro do país que fica até sem graça ser taxada novamente. Enfim, não são as questões políticas que me trouxeram aqui.

E é bom lembrar: esse post só pode ser feito porque a querida da Paula deu a dica primeiro e fez muitas mulheres mais felizes e mais pobres!! :D


nayarac.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Você também sempre quis morar em uma livraria?

Bem, eu sempre quis isso. Só que por muito tempo, livrarias foram objeto da minha imaginação, porque em Birigui isso não existia. (não riam, ok?).

Eu me contentava com a biblioteca municipal, repleta de s
egredos e poeira. Me realizava lá dentro, cada vez mais e mais. Até que conheci a internet e nela encontrei tantas outras formas de realização, de desejos, de vontades. E uma delas era ganhar um sorteio.

Nota: a questão era simples "ganhar" e sim aparecer no post como vencedora, ter meu nome marcado naquelas páginas virtuais que eu lia todos os dias, me ver como integrante da relação blog - realidade que existe em minha fértil cabecinha. Era isso que eu queria.


E não é que quem acredita sempre alcança? Eu ganhei um sorteio! E não era um sorteio, era
O meu sorteio. Um presente que eu sempre quis, uma realização trivial para os demais, incrível para mim.

E quem diria que só consegui porque sempre quis morar em uma livraria?!


Foi de um clique em outro que conheci o blog da Lia e a identificação foi instantânea. Até as trocas de email's foram divertidas. Se já era um prazer ler
esse espaço, imagina agora que me sinto A íntima?!!? kk

Recebi meu prêmio dias atrás, mas minha maluquice me impediu de mostrar aqui (apesar de ter enviado emails para todas as amigas morrerem de inveja rosa!!). Então aqui vai algumas fotos do meu merecido prêmio (aloka). Registro meu carinho pela Lia, que é um amor e qualquer dia aparece aqui em Birigui para um safari turístico!!

nayarac.





PS: as canetinhas vieram de surpresa. Imagina se não amei!!!

quinta-feira, 11 de março de 2010

O desejo do dia

Eu queria, se assim me for permitido, sonhar com castelos altos e imponentes, com flores e sacadas para o mar.
Queria também um pouco mais de luz e canções soltas no ar, tudo combinando perfeitamente com um sorriso e mais um fim de dia feliz.
Queria mais presença, mais calor, mais leveza.

O ruim não é querer, e sim ter pouco demais para aproveitar.
Que pena.



nayarac.


terça-feira, 9 de março de 2010

Bourjois ou not Bourjois?

Dia desses me ocorreu o pensamento de que seria fácil falar sobre coisas que nos parecem normais desde "sempre". Mas explicar sobre coisas que você gosta sem saber exatamente porque ou desde quando, é bem mais complexo.

E porque diabos pensei isso? Era para escrever esse post.


Desde que comecei a tomar consciência de quem sou e me reconhecer como gente (oi!) gosto de ler. E gosto não por imposição dos pais ou mesmo exemplo. Gosto de ler por entendi que isso me completava, já que apenas respostas não me bastavam. Foi assim desde o começo, desde a primeira letra compreendida e assimilada.

Ler significa, pra mim, crescer, ser mais do que eu sou. Algo como ser maior do que meu corpo (bem metafísico isso!! kk).
Mas o post não é para falar da leitura que me compôs e sim das coisas que aprendi a gostar quando já estava "relativamente composta" (kk). E uma delas foi a maquiagem.

Gordinha desde sempre, única filha mulher de uma mãe sem mãe. Eu não cresci em um universo feminino. Não havia na minha cabeça infantil espaço para coisas como saias ou bolsinhas. O máximo que dava para engolir era um vestido em ocasiões especiais, claro não sem antes um enorme choro. Eu não me via como as outras meninas que gostavam de baton e pintar as unhas. Aquilo para mim era uó!

Eu cresci assim, me vendo inadequada para aquele mundo de agendas, papéis de bala, vestidinhos que evidenciassem um "não sou mais uma menininha". Me lembro até da revolta que senti, quando no auge do meus 11 anos, ouvi da minha cunhada que um dia beijaria um menino. Como aquilo era absurdo! Jamais aconteceria comigo!!, foi o que pensei. Ledo, engano, né? Todo mundo cresce e muda. E eu que sempre atenta aos livros nunca me imaginei crescendo e percebendo coisas que antes não dava atenção. Eu mesma me enganei.

As coisas que antes não gostava, agora gosto; as que não pensava, eventualmente penso; e assim por diante até que um dia me lembrei da tal maquiagem. E lembrei de como pareceria ridícula com qualquer coisa na minha cara que não fosse, naturalmente, minha acne ou oleosidade (porque tipo, ninguém pensou que eu fosse linda, né? rs).

E mais uma vez, me enganei. Quando comecei a trabalhar na Voraz, o assunto internet foi paixão a primeira clicada. E junto com a vontade de ler tudo o que passava aos meus olhos, quis ler também sobre coisas que eu, até então, não tinha tido contato.

Do primeiro clique, em 2007 até hoje, muita paixão rolou debaixo dessa ponte. Ponte que construí para dentro de mim mesma, me dando a chance do auto conhecimento, do permitimento (sei que a palavra não existe!!), da brincadeira que é gostar de ser eu diferente todos os dias.

Ler tantos blog legais sobre makes e moda e sapatos e gostos e tudo isso junto despertou algo que eu nem suspeitava existir em mim. Algo que me fez gostar de ser eu também dentro de mim e não somente fora, como os livros me faziam. Me fez um carinho na alma saber que não preciso me ver em outras, que não existem parâmetros, que não existem regras.

Hoje o espaço da minha estante é dividido entre maquiagens, revistas, livros e coisas fofas. Tudo lindo, colorido, divertido. Porque acho que é assim que deve ser mesmo: livre e real. Eu não quero ser capa de revista; se for só um pouco inspiradora com essas meninas que me ensinaram tanto garanto que fico feliz!

nayarac.

Para valer o post, vale a clicada na lateral, mas aqui vão alguns dos blgos mais lindos ever!!
Trendy Twins - mais lindas e queridas impossível!
Paetês e cia - Não me canso nunca! Super querida e assecível!
Makeup - A Letícia é a pessoa mais fofa do mundo, de verdade.
Pausa para feminices - e quem é que não precisa de uma pausa, não?
Pimenta rosa - é a única pimenta que eu gosto! kk
Chata de galocha - que de chata não tem nada!!
MakeuPalooza - Mi e Re são duas queridas mais querida do mundo, mesmo.

Claudinha Stoco - conheci o blog da Claudinha por conta de uma resenha e nunca mais larguei.
Coisas de Diva - o nome já diz tudo, não?
Fashion Mama - uma das mães mais lindas que conheço!
Fabulous by Vivian - fabulosa a Vivian e linda!
Dia de Beauté - é chover no molhado dizer que a Vic é tudo nessa vida?
Sweetest Person - mais estilosa e linda impossível!
Funny Makeup - A Ana é minha diva! Amo muito o blog dela!!
Galochas Roxas - roxo é o que há!
Ricota não derrete - eu não sabia, mas a Dani me contou!! rs
2beauty - chovendo no molhado de novo?
Vende na farmácia? - porque o essencial é a informação e não a grana!







segunda-feira, 1 de março de 2010

140 caracteres de limite.

Inacreditavelmente eu não vou escrever sobre o twitter. O título faz menção ao que o Tas falou, tanto na palestra que assisti dele na Unitoledo quanto no prefácio do livro sobre o twitter:
O twitter é uma maquininha de cutucar corações e mentes na velocidade da luz. Em 140 toques ou menos, a imaginação é o limite. @marcelotas

O que me interessa aqui e agora é mais a imaginação que qualquer outra cois
a.

Durante toda minha vida consciente (porque da inconsciente não me lembro muito...) a criatividade das pessoas sempre foi a "estrela guia" do meu ser.
Ok, a expressão parece nome de revista de horóscopo, mas quando digo isso quero dizer que, de tudo o que posso encontrar em um ser, a criatividade é o faz minha luz vermelha acender.

Desde pequena quando ouvia as história
s, as explicações sem sentido, os facínios internos que cada um traz em si, tudo isso me seduzia de tal forma que nunca consegui me livrar dessa perseguição pela elouquência que a criatividade dá as pessoas.
E assim sendo, fui e ainda sou apaixonada por qualquer coisa que tenha esse "Q" de porque não pensei nisso antes?!? De paixão inacabada, de desejo mórbido, de insensatez mesmo.

Toda a historinha acima é para ilustrar (muito porcamente) o imenso entusiasmo que tive quando vi "o post" do IdeaFixa de hoje (um dos posts). Porque não é somente o fato de um pessoal ter uma ideia legal e colocar isso na rede, mas sim como a mente humana pode fazer coisas incríveis.

70 Million by Hold Your Horses ! from L'Ogre on Vimeo.

Cada coisa que vejo, cada palavra escrita (não por mim, é claro), cada traço que é desenhado, me deixam arrepiada com nossa capacidade, com a quantidade de coisas incríveis e maravilhosas que já foram feitas no mundo e quantas mais podem ser criadas.


Mas há quem duvide disso tudo e, honestidade, eu também desanimo as vezes. Mas não o suficiente para deixar de pensar em todas as coisas do mundo. E quando digo todas, são todas mesmo, as que conheço e as que não conheço ainda. E no que eu mais penso são nas pessoas.

Pessoas como Leonardo da Vinci, pintando sua Monalisa, como Magritte e seu cachimbo, Aristóteles e suas perguntas, Cesar e suas ameaças, Einstein e suas letras, Marie Curi e seu polônio, Coubert e sua visão, Montesquieu, Simone de Beauvoir, Hannah Arendt, Chico Buarque, Vinícius de Morais, ... ah! eu poderia falar de tantos que este post até perderia o sentido.
Ainda bem que não preciso falar mais nada. A humanidade fala por si só.




PS: Para reconhecer alguns quadros, fica a dica!
Update: os quadros utilizados podem ser vistos aqui, no flickr da banda. Acertei quase todos, não?



PS2: Todas as imagens foram pesquisadas no Google. Quando procurei as imagens foi para "ilustrar" o video para a equipe da Voraz e só depois veio a ideia do post. Então, dessa vez fica o dito pelo não dito e faz de conta que as imagens são do Google mesmo, tá?


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Você já conhece a Sabele?

Então que outro dia foi meu aniversário e, em um momento de #presentinhosfellings resolvi comprar umas coisinhas lá.
Conheci a loja por uma dica da querida Lily, via twitter (@lily_zemuner). Ela não deu a dica pra mim, deu pra Lilian do Achados do Dia e eu que de boba tenho mesmo só a cara, aproveitei também.

Essa foi minha segunda compra lá e posso realmente dizer que o atendimento é tudo nessa vida. Fora a rapidez da entrega, o que para compradoras compulsivas pela net é ótimo. Comprei na tarde do dia 11 e dia 12 (meu niver) minha caixinha chegou!!

O site vende, basicamente (mesmo porque eu nunquinha olhei nada além disso) coisas da Natura e do Avon. E se você não tem uma revendedora amiga por perto, lá é o melhor lugar pra comprar. Fora que tem toda a praticidade de comprar pela internet e não leva dias para suas coisas chegarem.
Não arrisco dizer que eles vendem tudo
o que tem no catálogo, mas vendem muitas coisas e ainda tem um precinho diferenciado. Não é um abuso, mas de verdade: tem muita coisa legal.

O único porém é sobre o pagamento via cartão de crédito, pois é pelo Pagamento Digital (o que gera algum juro chato pra você). Mas é preciso dizer: apesar disso, o atendimento deles também é super digno.

As compras em si foram um gloss escândalo da Natura Aq
uarela cor 3, que vi nesse vídeo da Julia Petit. A cor é realmente muito linda, o que se pode comprovar nas fotos da Júlia.



Além dele, comprei o blush e a sombra em creme da linha Natura Faces, dica da Bruna Taveres do Pausa para Feminices. Ela deu a dica neste post aqui.
E na minha simples opinião, o blush de fato arrasa! Mas nada de pele melecada quando for passar ele, pois a cor simplesmente some. Tentei passar depois do hidratante e foi um fiasco! As donas de mega poros (oi!) também redobrem os cuidados, pois ele acumula.



Também levei um micro-susto com o tamanho das embalagens. Ok que está escrito lá 6ml, mas isso nunca me pareceu tão pouco!!



E finalizando o pacotinho, um duo Natura Aquarela na cor 5 (lápis + iluminador). O lápis azul é marinho, mas é aquela coisa meio fraquinha no olho. O iluminador é prata e bem bonito, apesar da pontinha quebrada! Foi no post 3 em 1 sobre lápis das meninas do Coisas de Divas que vi o danado.


Em resumo, foi tudo muito bom. Super recomendo a loja e este post não foi patrocinado. É pura satisfação mesmo!! O endereço é www.sabele.com.br

nayarac.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A torta da Débora (ou quase isso)


Faz um certo tempo que comecei a gostar mais da cozinha.
Digo mais porque de certa forma, sempre gostei e estive nela (fato facilmente comprovado pela desnecessária sequência de fotos que tenho, devorando um sanduíche de presunto. Sim, a infância é injusta!).

Cozinha, na minha cabecinha, sempre se ligou a mamãe. Não que exista em mim qualquer desejo ardente de um pseudo-machismo, mas sempre foi na dita cuja que via ela. Nos bons momentos, nas dores que ela eventualmente sentia, nas horas em que somente um petisco de madrugada te compreende;... sempre foi lá (mas não somente lá) que via minha mãe.

E com ela, tudo sempre foi maravilhoso e "engordativo". Acho que tudo bem, vindo das mães, porque elas não fazem por mal, mas sempre cozinham bem. Vai me dizer que sua mãe também não faz a melhor comida do mundo?
Pois, a minha faz.

E sempre fez com tanto gosto, com tanto prazer que eu simplesmente me colocava na feliz situação de espectadora das panelas, dos cheiros, dos sabores. Mas como a felicidade é uma constante e não uma permanência, eu cresci e tive que conhecer outras cozinhas, longe daquela que me acompanhava até então.
Muitas foram as boas surpresas, outras nem tanto e fato é que cada vez mais fico longe da cozinha de mamãe.

E é triste isso, porque não é só a cozinha ou a comida em si, é o espaço, o momento, a arrumação que fazem a cozinha ser A cozinha e a cozinheira ser A cozinheira.

E como eu realmente não vou poder parar o relógio da vida para ficar mais tempo com ela, resolvi carregar um pedaço de tudo o que vivi naquela cozinha comigo. Porque a cada minuto que me aventuro com as panelas e temperos, é como se eu resgatasse um pouco do tempo que não posso passar mais com a mamãe.
Assim, muitos foram os lugares queridos que comecei a visitar diariamente para ver receitas, modos de preparo, diquinhas, utensílios, tudo para dividir com ela no fim do dia, ou quem sabe preparar no fim de semana. Pois é como o
Vinícius já dizia: "E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?"

E foi em uma dessas aventuras que tentei a mega-hiper-master fácil receita postada pela querida
Débora, do mais querido ainda Cozinha Pequena. Porque né? tudo lá é muito bom e praticamente impossível não amar esse espaço feito com tanto amor e carinho. E como eu sei de tudo isso sem mesmo nunquinha na vida ter visto o Leandro, a Marcele e a Débora? Tão fácil como tudo que eles postam lá: é só reparar no tanto de amor que vai em cada receita, em cada punhado de carinho que é colocado nas letras que contam histórias lindas.

E assim, com a cara, a coragem e um pouco de maçãs, fiz a minha versão (nem tão) doce da Torta (bem) simples. Troquei o azeite pelo óleo (pura preguiça de usar manteiga) e o recheio foi de maçãs fatiadas com uva passas. No lugar do sal, uma xícara de açúcar, que bem podia ser duas ou pelo menos mais meia. O queijo por cima deu um toque que meu paladar implorou para sentir mil vezes mais. Também foi dica dela colocar coco ralado no lugar do queijo. Ficou tudo muito lindo e honesto e eu só tenho que dizer: acreditem no tempo de forno. A minha torta saiu bem mais queimadinha no fundo do que eu imaginava.

Também é minha obrigação dizer que com ela quentinha e uma bola de sorvete de creme ia muito bem.
Pena que a sorveteria estava longe e a fome bem perto.


A mãe não comeu a torta, pelo diabetes que a impede. Mas o namorido gostou muito e eu mais ainda, porque aprendi uma comidinha nova e puder alimentar com amor aqueles que amo tanto!


Obrigada Débora, por mais esse momento que me fez "brincar" de ser minha mãe!


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sem demora, por favor.

"Sempre achei graça dos dedos de uma amiga - eles eram torto. Até que um dia olhei minha mão e vi que os meus são bem mais que os dela."

É quase sempre a mesma coisa, o mesmo percurso que se segue para chegar naquele fim. E quando se fala em fim, logo se lembra do recomeço, da oportunidade que move o mundo. E recomeçar, na contagem maluca do nosso tempo "calendarístico", está mais para um enorme dejavù do que para um novo início mesmo.

Uma pena, eu acho.

Pensando em escrever esse post, me lembrei de anotar quais eram meus desejos para esse final de 2009. Coisas que eu gostaria que entrassem comigo em 2010 e me fizessem uma pessoa mais fashion ou talvez maquiada ou ainda mais organizada. Apêndices, coisas para acompanhar o produto.

Me dei conta, então, de que tudo isso só entra na lista para compor o por fora, o que se vê. Afinal, não tinha wish list para quem eu quero ser no ano que vem. E pensando em uma, imaginei que seria bom se eu pudesse me controlar mais. Em todos os bons sentidos que o controle possa ter: dinheiro, consumo, comida, tristeza, chateação.
Sem um bom auto-controle (ainda é assim que escreve?!?!) é difícil ser feliz; tudo acaba te atingindo e você fica cada vez mais distante de ser "comandante da sua vida".

Acho que também vou pedir um pouco de tolerância para mim. Sei que as vezes tolerar o outro resulta em algo mais do que respeito, mas quando se trata de você mesmo, é fundamental insistir mais. 2009 foi ano ingrato comigo: tive que ser mais do que eu queria, mais até do que eu estava preparada para ser e isso, nessa pseudo contagem, deu resultado negativo. Fiquei mais tempo fora do que dentro, mais tempo sendo outras do que sendo eu. E dói não ser você.

Ser, cada dia mais, o tipo de pessoa que eu gostaria de conviver. Porque não tem nada mais chato do que ser exatamente aquilo que você detesta, ah! não tem mesmo.
Muitos foram os momentos nesse quase moribundo 2009 que convivi com gente "assim-assim". E puxa!!, foi sofrível pra caramba! Gente que fala sem necessidade, que se exibe sem necessidade; gente que exagera do incomodar nosso de cada dia.

Se houve um lado legal nisso, foi o de descobrir nos último minutos, que você não precisa mostrar tudo o que sabe. Muito bem lembrado para mim, obrigada!!

E no resumo, gostaria de sorrir mais em 2010. Cada dia um pouco, cada dia mais sincero.

nayarac.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A vanguarda do gato

O título original desse post era algo como "minha lista para o papai noel", mas hoje, em uma conversa muito esclarecedora com o gato Nino, decidi trocar o nome.

Apesar da relativa distância entre minha promessa de escrever semanalmente aqui e a realidade das coisas, cá estou. Cansada, olhos-panda, sobrevivente de um TCC e de uma meia semana de provas finais; cá estou.

Mas esse é um espaço de alegria e, sendo assim, quero falar de algumas coisas boas que rolaram nesses últimos dias.

A primeira delas (não na ordem dos acontecimentos) foi uma pequena (mas muito, muito, muito fofinha) compra de makes. O legal nem é a compra em si, mas o carinho que recebi de bloqueiras fofas, lindas e suuuuper simpáticas. Me senti cheia de amigas maravilhosas! Tipo, A-M-E-I-!

A compra não era para ser assim como foi (conto isso depois...) mas acabou sendo melhor do que eu esperava. Não chegou nada ainda (comprei um kit de pincéis da EcoTools e pedi umas amostras de pigmentos da MAC) e, para provar que sou boa leitora e medrosa compradora, perguntei para as queridas do Coisas de Divas, MAKEUPalooza e Cruelty Free Makeup sobre os produtos, visto que havia post's sobre os respectivos produtos nesses espaços lindos.

E, foi me sentindo a íntima, que recebi as respostas carinhosas e prestativas. Sabe, para quem é baby nesse mundo de makes como eu, qualquer detalhezinho nos deixa derretendo. Parece que de uma hora para outra viramos as melhores amigas (coisa de doido isso, mas o sentimento é real).
Quero dizer aqui, na minha casinha, o quanto fiquei feliz com a atenção de vocês: Sá, Juliana, Milena e Renata. Beijos! beijos! beijos!

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Outra coisa boa pra contar é sobre o famigerado TCC. De alguma forma, posso dizer que acabou. Foi infinitas vezes mais difícil do que eu imaginei que fosse. Não é exagero, é verdade de quem precisa fazer alguma coisa além. Não sei bem se isso me ajuda ou atrapalha, mas ultimamente só me encontro fazendo coisas muito além de mim. Acho que mereço um parabéns!!

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E como esse post era pra falar de coisas que entraram para a lista de natal feliz e consumista, porque não fazê-lo?
Apesar de gostar muito, muito, muito de comprar, só sonho com coisas de realmente cabem no bolso universitário. Afinal, já basta a ânsia de consumir, já pensou se essa ânsia for ainda maior pelo não consumir? lol

Saca a listinha virtual dos mimozinhos:



Corretivo da Yes! - a saga do corretivo, vocês entendem...(a foto é da Marina do 2Beauty, que aliás fez uma resenha incrível sobre ele);

Tachas: porque eu ainda não tive meu momento Rock (foto de alynejs.wordpress.com/);

Linha Milk do Boticário: sem explicações, embalagens me compram! ( fotos de planetagloss.blogspot.com e vaidosaetodaprosa.blogspot.com);

Pérolas da Avon: mesmo que muitas meninas digam que não é grande coisa, essas bolinhas me arrancam suspiros. (foto de passaneura.com);

Regata cinza: de repente, não mais que de repente, foi uma vontade. (foto de osmeusbricolages.blogspot.com);

Sapatilha nude: porque esse sempre foi o segredo das pernas curtas!! (foto de elle.abril.com.br);

Kit açaí da Natura Ecos: você já cheirou isso? (foto de madameglamour.com.br);

Linha Impala Verão: só na minha cidade que não tem. (foto de paponadacabeca.blogspot.com);

Sapatonline: eu me recuso a explicar qualquer coisa diante dessas imagens (fotos do site: sapatonline.com.br).

Bem, é isso.
Papai Noel se quiser pode me dar tudo ai de cima!!

Bjos e até mais!!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O lado de cá.

Porque há dores que nunca passam.

Eu sempre achei que essa era a real vontade dele. Depois de tantas idas e vindas de uma vida sem muitas explicações, eu achava verdadeiramente, que ele desejava esse descanso.
Não que ele ansiasse por isso, mas fato é que as dores dele também pesavam. E pesavam muito; eram nítidas demais para não enxergarmos.
Por conta disso, nossa vida foi, de certa forma, dedicada a tornar a dele mais leve, menos penosa.

Eu cresci no mundo que ele me contava, com voz rouca e quase sem rodeios. Era simplista, com toda elegância e complexidade que essa palavra contém.
Era rude também, mas não por preferir ser assim. Era, mais do que qualquer outro adjetivo que se possa dar, um humano.

A generosidade em compartilhar seu olhar vago, sua mão enrugada, sua risada frouxa foi enorme; me garantiram uma vida de felicidade plena, contagiante, inexplicável.
Tive, como poucos puderam ter, a alegria, a oportunidade, a dádiva de chamar alguém de avô.

O avô, que era figura pontual na família, se foi há tempos. Mais do que eu gostaria, mais do que eu imaginava.
E mesmo assim, essa ausência continua.

Imaginei que o tempo me ajudaria a lembrar de sua figura mais brandamente, com menos daquela angústia da hora da sua perda, mas isso é só ilusão. Tudo ainda está aqui.

- -
O pai da minha mãe foi também o meu pai. Foi também criança com eu, foi também o pai que meu pai perdeu muito cedo. O amigo dos amigos, a figura cativante da família, a presença sempre requerida, a pessoa certa na História errada.
Desisti de tentar torná-lo uma lembrança, uma passagem feliz e só.
Desisti de me imaginar sem esse pedaço, sem esses momentos de saudade eterna.

A dor não é da partida, é da certeza do nunca mais.

Nayarac.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O pensamento da minha vida.

Claro que eu gostaria de fazer esse post um pouco maior do que ele será, mas minha vidinha está mais corrida do que eu gostaria. Então, vai ser mesmo curto.
Sou uma pessoa mais fashion na cabeça do que na realidade e isso nem é por falta de vontade de transformar conhecimento em moda real.
Fico (ainda) presa em certas barreiras que crio, e isso dificulta meu lado Janessa de ser (musa!!).
Mas hoje vi (mais uma vez) uma coisa tão linda, tão verdadeira de se pensar que vou fazer desse meu lema fashion.

"Regra definitiva de "versatilização", por Fernanda

Pensa sempre que toda peça de roupa que a gente tem no armário ou que quer comprar tem que render pelo menos três looks diferentes. Isso quer dizer que cada peça precisa ser coordenável com outras três peças que a gente tem. E não vale camiseta pink com jaqueta preta, short preto, saia preta: pra valer a pena ter/comprar as nossas peças (to-das) precisa funcionar com outras três peças bem diferentes. Vale até pra vestido, viu? Faz o teste e volta aqui pra dizer se não é uma regra incrível! O guarda-roupa fica enxuto e coeso – e a gente economiza um tanto em compras dispensáveis!"

Mais uma vez as incríveis (porque não cabe adjetivo menor) meninas do Oficina de Estilo, me ensinando que moda é vida.

Nayarac.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Para aprender a olhar.

Micro post, para propor um pensamento.

Quantas vezes você limitou seu pensamento até a margem de seu crânio? E quantas vezes você pensou sobre isso?

Recebi, via twitter, um link muito incrível (não só pelo seu conteúdo, mas pelo que me fez pensar) das queridas do Oficinas. O texto da twitada tinha a palavra beijo e isso já me remeteu a apenas uma forma, um conceito, uma definição.

Eu adoro me enganar com o que penso.

Ainda bem que o link tinha muito mais para oferecer do que minha limitada imaginação.

Confere!


(Post compartilhado com o Blog da Voraz)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A História de Lily Brown (poderia ser a minha tb?)

Como num romance, O homem dos meus sonhos
Me apareceu no dancing, Era mais um...

Só que num relance
Os seus olhos me chuparam feito um zoom

Ele me comia, Com aqueles olhos
De comer fotografia, e Eu disse cheese

E de close em close, Fui perdendo a pose e até sorri, feliz


E voltou
Me ofereceu um drinque, Me chamou de anjo azul
Minha visão foi desde então ficando flou...

Como no cinema
Me mandava às vezes uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema, Me desmilingüindo toda ao som do blues

Abusou do scoth, Disse que meu corpo Era só dele aquela noite
Eu disse please...

Xale no decote, disparei com as faces rubras e febris

E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus, Já vou com os meus
Numa turnê...

Como amar esposa, disse ele que agora só me amava como esposa
Não como star, Me amassou as rosas, Me queimou as fotos, Me beijou no altar...

Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz...


A História de Lily Brown - Maria Gadú


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Um adendo.

Sei que este post deveria ter outro assunto principal, mas como quem não se importa com as regras, vou mudar um pouco a ordem dos fatores.

Antes de falar das pessoas maravilhosas da minha vida virtual, quero registrar meu agradecimento aliviado as pessoas que me ajudaram a vencer um micro desafio pessoal: falar bem em público (não que falar em público seja problemático, mas falar bem é...).

Agradeço a confiança que, mesmo sem saber, despertei em todos. Não sou a pior pessoa do universo, mas não tenho medidas para dizer o quanto sou boa. Mas essa semana percebi que mesmo longe do objetivo final, posso me dizer suficientemente boa.

Depois da confiança, agradeço o apoio; sem ele não se faz nada. Fico feliz em perceber que mesmo em momentos complicados, de extrema irritação, tenho perto de mim aqueles que são mais preciosos que ouro.

A gratidão final vai para aqueles que reconheceram meu empenho e dedicação em elucidar as mentes cansadas e mesquinhas que rondam por ai. Perceber que essas pessoas me agradecem por ter dado um pouco mais de valor naquilo que fazem (mesmo que indiretamente) é valioso. É o mesmo que ver seu próprio futuro, seu próprio valor.

Assim, fica registrado todo o carinho que tenho por cada um de vocês.
Obrigada, do fundo do coração.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Antes de mais nada: você já leu o título desse blog?

Sim, ele não tem esse nome por acaso.
As vezes sinto que tudo nessa minha vida será no estilo "antes tarde do que nunca."
...
Lamentações à parte, minha ausência é muito bem explicada aqui. Não é a coisa mais simples do mundo ter cinco cachorros, mas eu prometo não abandonar meu espacinho fofuxo nesse blog.

Depois de tanto tempo fora, tenho várias novidades. Algumas nem tão novas, por estarem há tempos no blogroll. Acontece que nunca falei o motivo de estarem lá e, people, você é aquilo que lê (ou quase isso). Assim, vou dizer agora porque cada link desse mudou meu modo de enxergar o mundo mais longe.

Começa no próximo capítulo, ok?


Bjos, nayarac.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Grandes emoções.

*Emoção*
Esse é o sentimento de quem vos fala agora.

Explico: hoje, como conclusão de um curso online (esse aqui), participei de um chat com meu muso ever - Luli Radfahrer. (ok, ok. é mesmo uma babação, mas ele merece, tá?).

Brincadeiras a parte, o chat foi mega enriquecedor. Me fez pensar em quantas vezes deixamos de lado o maior diferencial que podemos ter nessa profissão: o conhecimento. Claro que outras coisas também contam, mas não dá para construir uma casa começando do telhado, certo? Conhecimento é base e TODO MUNDO tem que buscar o seu. (não rola pedir emprestado).

E ainda nesse assunto de construções, o maior conselho-dica-sugestão que o muso e todos os colegas do chat deram: saiba o que você faz.

Muitos são os casos em que desenvolvedores web (o pessoal do design entra aqui) são confundidos com o sobrinho do vizinho de um cara amigo seu do futebol, que mexe no computador.

Gente, não pode, né? Não dá mais pra ser assim.

Seu (futuro)
cliente pode não saber o que quer, mas você tem que saber o que faz e o que não faz. Não adianta reclamar depois, quando o trabalho não rende nada.

E, nessa hora, mais uma vez o conhecimento é fundamental: sabendo o que você quer, buscando o conhecimento para tal (não me venham com churumelas! aprender é sempre importante), é que damos qualidade para o que fazemos.

Também rolaram perguntas de mercado e tal. "Gente imbecil e brilhante tem em todos os lugares" (L.R). Então, nada de desculpas físicas para a má qualidade dos trabalhos.

Foi tudo muito bom mesmo.
Tem gente que acha exagerado da minha parte (e de tantas outras por ai) meus elogios a pessoa do Luli. Mas gente, quer profissional mais inspirador que ele?
Pessoa que pondera, que relativiza, que compreende o que fala. É de gente assim que nós temos que nos cercar - gente que não faz "modinhas", faz tendências! (sem referências diretas aos termos das palavras, ok? - só força de expressão).

E falando em inspiração, vale dois mantras para todo o profissional: receber mais informação do que dar (adaptação de um ditato chinês que rolou por lá) e, o mais lindo de tudo: (sobre como escolher boas informações, e gêneros): boa informação é tudo aquilo que te faz pensar que o mundo não é só onde você esta.

Lindo, não?


Mais referência: http://www.youtube.com/watch?v=uP8OhGzWat0

nayarac.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Nada é maior que meu amor nem mais bonito

Antes que você possa perguntar, eu respondo: sim, eu amo a música, a pessoa, a figura, a imagem, a presença, a sonoridade, a história, a existência do Roberto Carlos.

Ontem, assistindo o especial "Elas cantam Roberto" comecei a procurar no meu coração o porque desse amor tão atípico. Afinal, eu não fui a garota do baile, nem a amada amante, muito menos a mulher de 40 dele.

Não vivi nada da magia. Nada, exceto as vezes que fui acordada ao som de Detalhes, oferecida por minha mãe que aumentava o som do velho radinho para eu acordar. Ou ainda as tarde da infância ouvindo a fita k7 que a mãe, quando mocinha, mandou gravar na rádio. Todos aqueles especiais mercadológicos que faziam a família se reunir e chorar no cantinho do olho.

Eu gosto de Roberto. E não é porque ele é lindo pra mim, mas porque é lindo pra tanta gente.
Sempre existe um restinho da sua voz naqueles momentos que guardamos na memória, um pouquinho daquela beleza cantada traduzindo o rosto especial que se transformou em letras, palavras, melodias...

Gostar de Roberto me faz bem, porque me faz pensar que todos temos um momento especial, um amigo irmão camarada, um lugar pra voltar, um amor esquecido, uma amada amante, um medo de amar e perder, um qualquer coisa que nos deixe assim, tão humanos, tão Roberto Carlos.






terça-feira, 5 de maio de 2009

Sobre o que as pessoas pensam.

Este post é um mix daquelas coisas lindas que encontro na web e das que encontro na vida real.
Vida on e off line se misturam quando pensamos que nem tudo pelo que se passa é bom.

Hoje, tive uma experiência curiosa: esbarrei (sem querer, eu juro!!) em um preconceito daqueles bem horríveis. Não vale a pena comentar o caso, mas o fato era que para tal sujeito, moda era uma mera futilidade (não, ele não considerou todos os empregos, as rendas à união, as micro-empresas que vivem do negócio, as bordadeiras do sertão da Bahia, as revoluções, as conquistas, os significados sociais, a estrutura política-econômica-social-ideológica que sustenta a palavra "moda").

Diante dessa situação triste e pequena, meu alívio veio da vidinha conectada: essa delícia de blog, mostrando que pelo menos essas cabeças pensam diferente.

Engraçado também foi a inversão dos papéis: ouvir o preconceito do "joven" e ver no "velho" a prova do contrário foi o melhor da conversa toda.

Link do post: www.advancedstyle.blogspot.com/
Indicado pelo sensacional: Super Zíper

Bjo,
nayarac.