quarta-feira, 30 de março de 2011

No imaginário

Já pensou-se, na humanidade toda, que deveria haver um lugar (ou tempo) onde tudo funcionasse. Vários foram os momentos irrecuperáveis gastos em idealizar esse pequeno privilégio, esse pequeno Éden.

Acontece que tanto pensamento, tanta vontade investida deixou um vácuo de espectativas, de ânsias não correspondidas. Pessoas e pessoas cresceram esperando o minuto onde gozariam de tamanha felicidade, de excesso de funcionalidade.

Mas isso não ocorreu. A única coisa que existiu nesse imenso pesadelo foram os órfãos desse desejo de que um dia tudo ia correr fluente e leve. E não há nada de funcional em deixar tanta gente frustrada assim.

Alguém que julga ser eu.(nayarac)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ninguém gosta do feio.

E isso é fato.

Ainda hoje conversando com minha cunhada - pessoa que sempre me mostra boas oportunidades de rever meus conceitos e abrir minha mente - percebi, meio perplexa, meio desapontada que realmente ninguém gosta de nada que seja feio.

E bem, qual a novidade nisso?

Nenhuma.

Poxa, como assim eu não consigo ver, entender, perceber nada de incrivelmente estranho nisso? Remoí esse pensamento a tarde toda. Porque afinal, eu que estou aqui, depois de tanto ler, estudar, pesquisar, viver...como aceitar um feio e pronto?

Não tem nada que importa naquilo que todo mundo chama de feio? Nada que faça valer a força, inteligência, tempo gastos ou investidos para gerar o feio?

Como assim?

E como um suave final de brisa um pensamento se revelou em minha mente: "não é o feio, querida, é o desconhecido. Afinal, como encontrar beleza - que não passa tão somente de um punhado de significados particulares - em algo que não se conhece?

E assim eu encontrei um lampejo de paz. Eu não posso esquecer que falta de conhecimento (e isso é para ser lido da forma mais ampla e menos preconceituosa que existe) faz as pessoas enxergarem apenas o que querem, da forma que querem e ignorar - completamente - o resto.

nayarac.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Para Neusa Costa - com carinho.

Lembro-me que, mesmo sem um grande saber sobre as coisas, eu sentia que aquela mulher - a professora - era tudo o que eu precisava ser.
Ser presente, ser verdadeira. Multiplicar aquele saber que me inquietava o coração. Entre tantas palavras bem vindas que ela me ofereceu, algumas, como essa se salvaram em minha mente.


A MÃO


Entre o cafezal e o sonho
o garoto pinta uma estrela dourada
na parede da capela,
e nada mais resiste à mão pintora.
A mão cresce e pinta
o que não é para ser pintado mas sofrido.
A mão está sempre compondo
módul/murmurando
o que escapou à fadiga da Criação
e revê ensaios de formas
e corrige o oblíquo pelo aéreo
e semeia margaridinhas de bem-querer no baú dos vencidos
A mão cresce mais e faz
do mundo-como-se-repete o mundo que telequeremos.
A mão sabe a cor da cor
e com ela veste o nu e o invisível.
Tudo tem explicação porque tudo tem (nova) cor.
Tudo existe porque foi pintado à feição de laranja mágica
não para aplacar a sede dos companheiros,
principalmente para aguçá-la
até o limite do sentimento da terra, domícilio do homem.

Entre o sonho e o cafezal
entre guerra e paz
entre mártires, ofendidos,
músicos, jangadas, pandorgas,
entre os roceiros mecanizados de Israel,
a memória de Giotto e o aroma primeiro do Brasil
entre o amor e o ofício
eis que a mão decide:

Todos os meninos, ainda os mais desgraçados,
sejam vertiginosamente felizes
como feliz é o retrato
múltiplo verde-róseo em duas gerações
da criança que balança como flor no cosmo
e torna humilde, serviçal e doméstica a mão excedente
em seu poder de encantação.

Agora há uma verdade sem angústia
mesmo no estar-angustiado.
O que era dor é flor, conhecimento
plástico do mundo.

E por assim haver disposto o essencial,
deixando o resto aos doutores de Bizâncio,
bruscamente se cala
e voa para nunca-mais
a mão infinita
a mão-de-olhos-azuis de Candido Portinari.

Carlos Drummond de Andrade

Para ela.

Durante minha curta vida, eu já quis muitas coisas. Desejei estar em vários lugares, ter diversos poderes, ser outras pessoas. Mas em nem um momento eu quis tanto e com tanta intensidade ser essa menina como uma flor.


Para uma menina com uma flor

Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, que aliás você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado.


E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras.

E porque você quando sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar.

E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre num nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, como uma santa moderna, e anda lento, a fala em 33 rotações mas sem ficar chata.

E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der aquela paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo.


E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca.

E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta mas não concorda porque é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho.

E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas. E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara- na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando.

E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.


E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as outras mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê.

E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, você se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse, cantando sem voz aquele pedaço em que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.


E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora - tão purinha entre as marias-sem-vergonha - a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nestas montanhas recortadas pela mão presciente de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa. E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão, de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfeitando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor.

Vinícius de Morais - daqui.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Estante Virtual - eu já comprei muito lá.

Uma das inúmeras coisas boas que entrar na faculdade me trouxe foi a possibilidade de comprar vários livros que eu jamais conseguiria ler "sozinha". Foram vários os universos paralelos que encontrei em cada página, em cada vírgula de um pensamento escrito.

E assim uma consistente experiência de compra de livros (que é diferente de comprar outras coisas) foi gerada em minha mente. E hoje me ocorreu que uma dica muito preciosa para universitários e amantes de plantão são os sebos - principalmente um sebo em especial. Um não, mas 1.827, que é o total de sebos cadastrados no Estante Virtual.

O Estante Virtual é uma ideia sensacional de um cara mais sensacional ainda. Contudo, o mais bacana nisso é a possibilidade de encontrar pequenos tesouros (ou aquele livro que vai te salvar nos exames finais). Porque é tudo muito fácil quando você mora em um lugar onde existem muitas opções em cada esquina, mas quando sua localização é difícil até pro Google Maps, uma mão na roda como essa é salvadora.

Basicamente o esquema funciona assim: você acessa o site, pequisa seu livro ou tema ou autor, encontra o melhor custo benefício (estado do livro/preço/frete/forma de pagamento), dá uma olhada básica nas avaliações do vendedor e, finalmente, fecha a compra. Tudo uber fácil e amigo do ambiente (primeiramente) e do bolso. Porque é injusto com um livro - qualquer que seja - ficar guardando tanto conhecimento em suas páginas, sem ninguém pra ler.

Imprimir um livro novinho em folha tem consequências que todos sabemos. Então se for possível comprar um já lido por alguém é bom negócio com T-O-D-A certeza. Fora que essa atitude não fere os direitos de nenhuma das partes: afinal livros novos já precisam ser publicados todos os dias para que um dia sejam enviados aos sebos.

Eu já recomendei muito o site na minha vida offline. Professores, amigos, parentes, namorido, sogrita, cunhada: todos eles já estão com os ouvidos pesados de tantas vezes que eu falei sobre o assunto.

E sempre que o orçamento permite eu compro muitos livros lá. Porque ler é a coisa mais legal que eu aprendi a fazer. E talvez toda essa admiração seja porque eu encontrei nessa ideia de reunir sebos uma chance a mais que todos temos de ir além. Ler, pra mim, sempre foi ir além.



Essa foi a newsletter que recebi de ano novo deles. E essa mensagem faz realmente muito sentido pra mim.

nayarac.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Panela de pressão.

Nos últimos dias que se passaram me permeti a extravagância de pensar um pouco.
E nessas caraminholas da minha cuca encaracolada notei que "coisas" andam acontecendo por ai. Óbvio que minha constatação não broutou do nada: é quase um apanhado de pequenos olhares - internos e externos - que ocorreram nesses tempos.

Porque assim como o Menóquio, as vezes eu arrisco "abrir os olhos e olhar". E puxa! como hoje em dia está difícil ser infeliz, né? Sem grandes profundidades intelectuais pseudamente atribuidas a mim; falo de uma maneira mais cotidianamente. Sim, porque se as coisas chegam no ponto de você não poder comer mais nem o seu feijão com gosto de cozido na semana passada só pode ser porque ser infeliz está virando crime.

Gente, se o feijão foi cozido na semana passada, que mal há nisso? Só vale se for feito no dia? Na hora? Semi-cru??!?
E quem pode cozinhar feijão todo dia. Minha mãe não pode (era realmente necessário dizer que eu tenho quem cozinhe para mim? Isso já não estava claro?!). Tenho certeza que a sua também não.

E mesmo assim elas - minha e sua mãe - nos amam. Porque não é servindo feijão com gosto de "hoje" que se constrói qualquer coisa que seja, incluindo relação mãe e filho.

Fora o feijão tem outras coisas; cada vez mais coisas. É um tal de água saborizada (!!!!), refrigerante sem açúcar mas que tem gosto de açúcar, pasta de dente sabor morango...enfim, a lista é longa. O ruim disso é que cada vez mais é possível, aceitável e até quase obrigatório viver em um mundo irreal. Sim, porque se você acha que é possível ter gosto de abacaxi sem ser feito dele, sim muito: estão te enganando.

E qual é meu problema com isso? Simples: eu não sou feliz o tempo todo. E nem preciso ser, porque afinal faz parte da racionalidade da espécie saber que hoje você encontrou a caça e dormiu de barriga cheia. Amanhã isso pode não acontecer e nada vai mudar - sua barriga vai ficar vazia mas isso é completamente superável.

Gente! o feijão pode ter sido cozinho ontem, anteontem, semana passada. Não há problema nisso! Coma o feijão, saiba porque é bom comer ele, saborear ele, sua história, suas propriedades. Seja feliz porque você está comendo ele e não infeliz porque ele não tem o gosto de feito no dia. É a coisa em si e não a máscara que ela carrega.

É previsível para mim que esse assunto seja de relevância nula, visto que quem exige felicidade total em 5x sem juros e com gosto de feijão do dia somos nós mesmos: brasileiros e brasileiras, cidadãos do mundo, mães e pais e filhos que nunca param para ver que o legal é viver mesmo e não dentro do comercial. Somos nós que não suportamos a ideia - mesmo remota - de comer feijão com gosto de feijão. Precisa ser cena de novela, de cinema, de comédia romana.

E como todo tempo, força, inteligência e beleza gastos nisso, é difícil mesmo ter um punhado de gente consciente de si e do outro - que é você em potencial amanhã. É mais fácil esquecer as imagens ou situações que não gostamos/aceitamos/compreendemos quando existe um consolo tão confortante como o sabor de um feijão cozido no dia.

Ainda mais quando existe de forma tão superficial e mentirosa.

nayarac.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Em 2011.

Sabe, eu amo minhas coisas.
Todas elas. Sem exageros ou afetações, amo de verdade. Cada coisinha que entulha minhas gavetas, cada papelzinho que fica "esquecido" por ai.

Cadernos antigos, roupas que não servem mais, fotos bobas. Brincos que perderam o "outro pé", pulseiras que não uso, canetas e canecas fofas.

Meus livros. Adoro dizer isso: Meus livros! Eles são meus e alguém poderia saber muitas coisas sobre mim só pelo modo carinhoso como os arrumo na estante. Amo olhar para eles quando estou sem sono.

E meus sapatos, o que dizer? Sou louca por eles. Cada um com sua história própria, com seu modelo que diz tudo sem dizer nada.

As cores maluquinhas dos meus batons, minha palette de sombras com 120 (!!!) cores diferentes. Céus!, de quantos olhos são necessários para se usar todas as possibilidades que essa palette tem?

Meu novo xodó é uma bandeijinha antiga onde coloquei meus perfumes sobre a penteadeira. Aquilo é tão lindo que sou capaz de passar horas ali só olhando - apaixonada - para ela.

E o lençol floral? Aff! Certamente ele não só parece, mas é o mais macio e aconchegante que já tive. Mais até do que aquele de ursinho da minha infância.

Eu amo todas essas coisas. Cada uma em especial, não tudo junto. Mas sabe de outra coisa: eu não sou essas coisas.

Amo cada uma delas, as coisas que me lembram, os lugares ou jeitos que usei ou nem usei cada uma...; mas certamente eu não sou elas.

Sou as coisas que aprendi - com ou sem o sapato novo. Sou os abraços que neguei por medo, os receios e as mágoas que tive. Uma parte de mim é feita pelas lágrimas que já derramei - justa ou injustamente - mas a outra é dos sorrisos, dos sonhos que trouxe escondidos em um canto qualquer.

Mesmo que eu pareça melhor com o batom do último desfile, quando ele se for, só vai restar eu mesma. E eu não posso acreditar que isso seja ruim, porque ai é como dizer que eu mesma, eu real sou ruim também.

E eu não sou ruim. Ninguém é, de verdade. O que acontece é que as vezes temos a péssima condição de apenas olhar as coisas das pessoas e não as pessoas de verdade.

Eu amo minhas coisas, porque elas me ajudam a lembrar quem eu sou e não porque podem contar para os outros quem eu deveria ser.

Mas com ou sem elas, eu devo seguir em frente. Porque é só para lá que se pode andar, sem volta ou remorsos. Mesmo que você perca aquela promoção sensacional ou aquele brinco que amava.

Porque você é você, eu sou eu e não as coisas que tenho.

nayarac.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Testei - Kit Linha Pink da Granado

Bem, lá no meio desse ano quando houve o lançamento da linha Pink da Granado (ou quase isso) eu fiquei bem maluca de vontade de testar várias coisas.
E ai aconteceu que em um desses "spam de sorte" recebi uma oferda da Americanas que era o kit todo dos produtos mais uma necessaire. Ai foi!

O motivo de eu falar isso somente agora é meio batido: eu usei os produtos antes de falar qualquer coisa. Porque afinal, virou um senso comun que a cerinha para cutículas é maravilhosa e quando fechei minha compra eu já sabia disso também. Mas os outros produtos ainda não tinham tanta fama e eu achei justo falar só depois de saber bem o que eles faziam.

Então foi assim durante esse tempo: usando e pensando sobre o que escrever. E para quem tem vontade de comprar pode se jogar sem medo. Tanto pela própria Americanas (nesse link) como em lojas físicas (aqui em Birigui eu nunca vi pra vender, mas em Araçatuba tem vários produtos na Sumirê do centro). Porque os danados são realmente muito bons.

Sobre a cerinha, choveu resenhas na net. E eu concordo com todas elas: apesar da meleca é tudo de bom mesmo.
O esfoliante de pedra-pomes é super útil e prático. Em dois minutinhos você tem um pé (ou qualquer área ressecada) novinha. O namorido aprovou mais que eu: toda vez que tinha oportunidade pedia pra passar nos tornozelos dele. Usei tanto que já acabou.
O gel para pés e pernas cançadas é o melhor: funciona mesmo! Tem um cheiro consideravelmente forte (que permanece um tempinho depois de aplicado) e realmente dá uma sensação de alívio depois daquela festa dançando no salto 15. Primeiro fica bem quente onde você aplica e depois geladinho!
A manteiga emoliente dura séculos. É realmente beeeem hidratante sem ser melecada. Ótima pra usar depois do esfoliante! A embalagem é pequena (não como a da cerinha!) mas rende muito mesmo. Ainda mais aqui nessas bandas onde nem faz um friozão pra deixar a gente toda rachada e descamando. Fora o perfuminho, que é um show a parte.
O talco cremoso é outro carinho. Super cheiroso e fala sério, tem coisa mais mimosa que um talco em creminho? (aloka dos talcos....). Eu usei bastante no corpo, como se fosse um creminho leve e foi super bom.
E finalmente os sachets escalda-pés. Só posso dizer que foi lindo. Todas as vezes que usei fiquei bem feliz com essa compra, porque tem um perfume tão confortante, deixa os pés tão macios (e perfumados) e uma águinha quente opera realmente milagres.

Bem, a necessaire durou um bom tempo inteira e se não fosse minha insistente tentativa de colocar cinco tubos gigantes dentro dela acho que teria durado mais.

Eu recomendo super a compra, de verdade. Se não rolar o kitzinho, pelo menos um dos produtos você pode testar. Fora a embalagem linda, a qualidade de tempos! da Granado e o folderzinho lindo que eles enviam.

nayarac.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cartola - Parafraseando

"...Mas engraçado, quando era criança, eu também não fazia nada que prestasse.
Todo meu era mal feito, não gostava de estudo, era levado...
Então ele passou a me dar lições em casa.
Chegava a noite, me dava duas horas de lições, mas eu pouco prestava atenção as lições, porque ele me dava lição e eu ficava estudando aqui e ele ficava tocando violão.
Então eu não sabia se eu aprendia a ler ou se aprendia tocar violão."

Ainda bem que algumas escolhas são feitas muito sabiamente. Para ver, aqui.

nayarac.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Batons Fina Flor - a saga

Era um dia comun quando eu lia o Passaneura. Mas o que eu não sabia é que nenhum dia pode ser comum qndo você lê (com ou sem acento?) blogs-desejo.

E lendo esse post aqui que fiquei conhecendo os batons da Fina Flor. Pensei comigo: "hum, são lindos mesmo!!". Ai, lembrei que já tinha visto essas belezinhas no blog (recomendadíssimo, aliás) da Karen, o m.a.c.maniaca. O resto da história é velho já: de uma simples leitura para objetos de desejo foi um pulo.

Mas como nem tudo que é baton pode andar em todas as bocas (oi?!), não tem pra vender aqui onde moro. Nem em qualquer lugar que eu podia comprar (internet). Nem a empresa respondia meus emails. Nem os representantes respondiam meus emails.

Ai eu chorei, né?

Chorei até ler que a Anninha tinha descoberto uma lojinha múi simpática que vendia os batons. Ai que eu chorei mesmo!!! E dei pulinhos também.

Encurtando para o final feliz, fiz minha encomenda, fui muitíssimo bem atendida e já recebi meu pacotinho. Os batons são mesmo uma graça, bem pigmentados e cremosos. Assim, tipo os da Linha Intense, do Boticário (quer dizer, eu acho isso).

A lojinha Mimos para Beleza, da Evelise, é super gracinha. Tem mais infos aqui para quem quiser pedir os batons ou qualquer outra coisa; ela tem muita variedade. E bem, foi isso: um final feliz um uma boca com muitas opções de cores!!

PS: as fotinhas todas vão ficar lá no flickr, tudo bem? Sorry para quem achar ruim, mas é que aqui ficava péssimo pra colocar, ok?

nayarac.

Testei: palette de corretivos e eyeliner gel do Tio Coreano do Ebay

Hy! Essa é a parte 3 de infinito, porque eu realmente espero fazer muitas comprinhas felizes com a Tia Coreana do Ebay.Dessa vez meu pedido foi uma palette de corretivos com 15 cores e um eyeliner gel na cor True Black.
Tudo chegou, com sempre, muitíssimo bem embalado. O tempo de espera foi um mês (exato) e eu não fui taxada (!!).

Só para constar, no pacote também havia uma palette de sombras e blush,
encomenda da minha cunhada.

A palette de corretivos chegou inteira, apesar do meu micro medo de que ela estivesse derretido. Como a Paula disse, pode acontecer. Estavam meio molengas, mas com o calor que fazia no dia até eu mesma podia ter derretido.

Estou usando os corretivos desde então e eles tem sido uma excelente surpresa para mim. Não escorrem e também não acumulam, independente se aplico com o dedo ou com o pincél. Ainda não testei todos os tons, mas dos que uso, todos tem o mesmo desempenho.
A palette é pequena e por algum motivo eu esperava que ela fosse maior. Mas isso não é ruim de forma alguma, porque afinal quem poderia levar um trambolho por ai, né?

O eyeliner também é um fofo. Um micro fofo, como é possível ver nas fot
os. Eu também esperava um pote com 5kg de delineador (não sei de onde tiro essas coisas), mas ele é tudo de bom.
E sabe, eu nunca usei um similar antes, então pode ser que isso é uma bobagem: me dá a impr
essão de que ele não é gel e sim creme. Confesso que escorre um pouco, mas ai eu acredito ser por interferência da minha pálpebra não muito amiga.

Só testei como delineador mesmo, mas acho que dá uma boa base de sombra.

Bem, é isso de importante que eu queria dizer. Para quem tem vontade de comprar esses produtos, achei que super valeu a pena pra mim. Fora que o atendimento da Tia Coreana é show e o preço muito amigo!!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Micro diário de uma jovem sozinha em casa

Não sei ao certo se era pra ficar feliz com essa pequena estória do cotidiano, mas impossível seria não registrar isso.
Porque é tão improvável que me custa acreditar, se eu não fosse a própria "jovem sozinha em casa".

Resumidamente, meus pais foram viajar; ficarão uma semana fora. E como boa mãe que é a minha, fui devidamente instruida de todas as formas de me alimentar minimamente bem durante esse período. Uma coisa do tipo: "aqui tem isso, ali tem aquilo, nessa vasilha tem tal coisa... . Faça dessa forma, com aqueles temperos que tudo fica bom e dará certo."

Sabe, eu até não cozinho mal. Eu até tenho boas direções na cozinha e tudo mais, só que poxa!, na minha mãe eu confio integralmente. Ah! doce ilusão.

Doce mesmo. Bem docinho, como uma goiabada caseira que estava no lugar do molho de tomate caseiro e foi (essa intromedita!) parar no meu macarrão, tão ternamente cozinho e ancioso pelo seu molhinho.

E assim termina esse diário. Mamãezinha querida disse do molho, mas não disse sobre o pacotinho I-D-Ê-N-T-I-C-O que ela fez de goiabada e deixou no mesmo lugar.

Para não ser injusta, a mistura ficou boa. Claro que teria ficado imensamente melhor se tivesse sido planejada para tal. Mas não vai ficar barato: você ainda me paga, viu mãe?!?!?!

nayarac.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Testei: Base Hidratante FPS 15 Avon Clearskin

Então, mesmo não sendo uma resenhadora de coisas, acho legal dizer que algumas experiências foram bem sucedidas (ou não).
E esse post (e alguns mais, se a preguiça não matar) serão sobre essas coisas tão bacanas que todas as meninas da blogolândia nos indicam.

Depois que vi esse post das queridas do Coisas de Diva, sobre a base hidratante da Avon fiquei bem curiosa pra testar. Afinal, tinha vários pontos para ser um sucesso: FPS, preço amigo, proposta amiga da pele oleosa, etc. Ai quando vi que a Taty do Passaneura também tinha falado, foi questão de tempo para fazer a encomenda.

E que legal que foi um sucesso na minha pele exigente. Testei em um dia ameno aqui em Birigui e tudo se manteve digno por um dia todo. Em um dia mais quente, retoques foram essenciais, nada fora do comum. Fui até na aula de ioga com ela!! LOL

Dica muito boa das meninas, que eu reforço aqui!

nayarac.

Em tempo: comprei pela Sabele e, como sempre, atendimento nota 10!!

domingo, 10 de outubro de 2010

A escolha mais difícil

Desde o meu sempre (de pessoa) imaginava que seria o máximo poder saber tudo o que existe por ai no mundo.
Passava horas pensando sobre todas as coisas que eu não sabia e como seria maravilhoso desobrir todas elas.
Mas esse anseio não era doloroso, pelo contrário: era divino imaginar esses momentos nos braços da glória do saber. (LOL)

Acontece que a gente cresce. E o que antes era divinamente lindo acaba se tornando mais complicado. É mais ou menos assim que acontece quando a gente escolhe o que fazer da vida (claro, se você for gênio desde sempre é diferente). E o que escolher se eu gostava somente e tão somente de saber?

Porque é mais difícil na prática que na teoria: eu não tinha nenhuma propensão. Eu não me prendia a nada. Minha ideia (fixa!!) era somente saber. Porque afinal, o mundo era tão grande e lindo que eu não me via sem passar o resto da vida pesquisando e estudando e conhecendo isso.

Foi nesse momento que a História entrou na minha vida. Mas não como uma rolha para o buraco da indecisão, e sim como uma chance de estar perto desse mundo que eu imaginava existir.
Sim, imaginava. Porque na minha ilusão, mundo era longe, lá fora. Distante daquilo que eu chamava de Brasil, de realidade, de Birigui, de vida.

O mundo que eu queria descobrir não existia de verdade.

E eu só pude perceber isso estudando as coisas do meu mundo de verdade. Das guerras, das decisões, dos sistemas, teorias, das políticas. Foi desconstruindo essa visão de distância que eu mantia que finalmente consegui enxergar que o mundo que era preciso descobrir não estava lá e sim aqui.

Aqui no meu país, na minha cidade, nos governantes, nas políticas, na cultura, nas pessoas. O que sempre me instigou - e eu nem desconfiava - não era o "de fora" e sim o de dentro. Eram os problemas do Brasil, era minha insatisfação com seus governantes, com esse (certo) marasmo do povo daqui; era isso que me tirava do sério (ok, ainda tira).

É por isso que eu preciso estudar, pesquisar, escrever sobre o Brasil, sobre sua gente, seus costumes, suas escolhas. Vai ser somente aqui que encontrarei minhas respostas, perguntas e realizações.

Uma vez ouvi o Tom Jobim (pessoa que trago no coração desde o nascer) a seguinte teoria:

"Se você for um excelente músico (ele disse), faça música brasileira.
Se for um músico mediano, faça música brasileira.
Se for um mal músico, faça música brasileira.
Agora, se você for um péssimo músico, faça música brasileira.
Porque o mundo tá cheio de gente lá fora fazendo música que não é brasileira."


(A casa do Tom - Estúdio Biscoito Fino)

Esse foi meu trajeto. Foi nesse caminho que cheguei até aqui onde estou agora, pronta para seguir por outros.
Outros que talvez me levem para caminhos distantes, mas que certamente me ajudarão a descobrir mais e mais desse mundo que agora é muito real.

nayarac.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ioga ou Yoga em Birigui

Então que eu já disse algumas vezes em alguns lugares que moro em Birigui.
E para quem não sabe, Birigui é mais uma dessas cidadelas interioranas que existem aos montes pelo Brasil.
E tirando os problemas, aqui tem muita coisa boa, que eu obviamente não sei onde está, mas sempre me dizem que tem. Sabe, não é que eu não sabia, assim exatamente, é que eu sou uma pessoa mal informada sobre minha cidade. E isso me faz perder coisas realmente boas que existem aqui, ou coisas que eu considero boas e que nem sabia (ainda) que tinham aqui.

Uma delas foi o ioga. Porque tipo assim, há 5 anos atrás se eu perguntasse para algum biriguiense se tinha aula de ioga é provável que a resposta fosse: "Hum, não sei do que você está falando..." (claro, depois de uns 10 minutos para pensar). É, cidade de interior tem portas e porrrrrrtas.

Mas voltando ao ioga, descobri que temos - sim senhor! - e achei mais do que justo dividir isso aqui, já que informação vale ouro nesse mundo onde listas telefônicas são passado.*

A coisa toda aconteceu quando mamis viu um anúncio em um muro qualquer da cidade e, depois de alguns telefonemas, eu fui no que chamamos "AULA TESTE".

E considerando meu histórico traumático em práticas de movimentos corporais (na verdade isso quer dizer que nem na aula de educação física eu ia...) estava super com medo/tensão/vergonha/preguiça de ir. Mas foi tudo super bem.
Super mesmo, assim de verdade.

Eu não sabia nada sobre a aula (aka não li a wiki antes...) e me senti meio perdida no meio de palavras e outros assanas. Mas foi tudo tão legal, todos me receberam tão bem que não tinha porque continuar com qualquer bobagem que seja.

E mesmo não querendo me estender, mas já o fazendo, sei que existe muita coisa por trás de um "simples exercício" e eu acho super bonito e legal essa coisa toda de cultivar os valores da sua cultura e tal. Ainda mais quando ela é realmente sua cultura.
Digo isso e dessa forma porque assim, eu não sou contra (nem por um segundo) quem gosta de culturas diferentes. Aliás, sou super a favor de respeitar culturas. Todas elas. Mas fica muito estranho quando o cara surta e começa a dizer que usar garfo e faca é desrespeito com a comida*, porque tipo, isso não é nosso, não é da nossa percepção do que é ser "gente" aqui no ocidente e tal.
Mas não é exatamente sobre isso que eu estava falando e com a consideração acima digo que eu escolhi fazer ioga por sei lá qual motivo. Só quis e fui ver no que dava (coisa que normalmente não faço, mas que nessa deu muito certo).

Além do clima super bom das pessoas - professor, inclusive, o espaço onde temos aulas também é muito legal. Na verdade não é uma "academia" (como vocês podem pensar) e sim um espaço de artes, onde temos uma sala para as aulas.

Encerrando, fica a dica para os biriguienses que procuram esse tipo de info e para quem eventualmente vier a Birigui (se é que isso é realmente possível).
As aulas acontecem no

Espaço Arte e Luz,
Rua Ribeiro de Barros, nº 605,
+55 (18) 3634 - 1610


O valor das aulas (duas horas por semana é de R$60,00).
O professor Luciano Couras também atende no +55 (18) 8118 - 5727

nayarac.


PS1: Então, nada contra as listas telefônicas, de verdade. Mas ok, não tem funcionado comigo ultimamente. Mesmo.
PS2: Essa questão toda é muito complicada e além de polêmicas e tal, eu acho super importante respeitar e reconhecer a nossa real cultura. Ok você não concordar e tudo, mas aqui é meu espaço de pensamento e informação, então era realmente preciso fazer essa consideração.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O rádio

Minha mãe gosta muito de ouvir rádio.
E eu era bem pequena ainda quando ela disse que o rádio era seu melhor amigo. E não tinha como não ser; era sempre ele nos bons e maus momentos. E me lembrando agora, ele era um "radinho" bem antigo, daqueles que tem algumas luzes, uns botões quadrados e uma telinha de buracos grandes por onde o som passa.

Éramos eu, mamãe e o rádio nas tarde da minha infância. Ora ouvindo fitas K7, ora a programação da cidade. Eu dançava as vezes, quando a música era legal e me animava. Ela também dançava as vezes, quando tocava um "modão".

Já um pouco maior, nós ouviamos estórias de pessoas que não conhecíamos, contadas no rádio. Ouvíamos programações especiais e, aos domingos de manhã, a missa. Posso dizer que já ouvimos um milhão de coisas diferentes no rádio.

A família, de modo geral, também sempre ouviu o rádio. Mas somente eu e mamãe éramos amigas dele. E ele nosso amigo.

Mas o que me fez escrever essas palavras foi uma coisa que eu ouvi por muito tempo e, mesmo depois de deixar de ouvi-lá, não a esqueci. Era uma musiquinha que tocava na abertura de um programa local - que provavelmente não existe mais. Porque sim, eu deixei de ouvir o rádio.

Mas a música não saiu da memória nem do coração. Era tão bonita, sincera e eu - no auge da infância - amava aquela canção.

Só muitos anos depois, aqui mesmo na internet, foi que pude descobrir mais sobre aquela música. E mesmo depois de tanto tempo, ela manteve seu significado. Ouvi-lá novamente me fez ser aquela criança das tarde leves, dos dias vividos em plena felicidade. Me fez lembrar dos valores que cultivava feliz.

Porque não é só de coisas boas que somos formados. É preciso algo que deixe saudade, que nos dê medo de perder, de quebrar. Algo para nos lembrar que é preciso ficar alerta sempre para com aqueles que amamos. É isso que penso quando ouço aquela canção: eu preciso ser muito cuidadosa com aquilo que amo. Porque não existe amor sem cuidado, sem zelo.

Foi essa a lição que essa música me ensinou, mesmo ela sendo assim, tão "bobinha". Eu entendi, desde cedo, que o importante era manter, cuidar, valorizar. Respeitar.

Talvez essa canção nem tinha a pretensão de ser assim, tão especial para alguém como foi para mim. Talvez ela foi apenas mais uma canção que alguém escreveu e que outro alguém escolheu colocar em uma programação qualquer de uma rádio qualquer.

Mas naquelas tarde da infância, naqueles momentos de amizade sincera, de pensamento livre, essa canção fez toda a diferença na minha vida. Ainda bem que mamãe me permitiu ser amiga do rádio também.





Harmony Cats - Amigo é...

nayarac.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sobre o tal cabelo curto.

Já faz algum tempo que cortei o cabelo. Curto.
Porque pra mim não faz assim um sentido muito grande ir ao salão cortar "1 dedo". Isso não é corte, é aparar as pontas, dar "força" pro cabelo, é qualquer coisa, menos cortar.

E ai que eu tinha um senhor cabelón e agora tenho um mini cabelinho. Não chegou a ser um corte tipo joãozinho, ainda rola um micro rabinho. E hoje, por causa de uma ida ao cinema, eu arrumei meu cabelinho - como tenho feito nesses tempos de curto. Mas mesmo curto eu pensei: "Poxa!, eu queria prender..."

E porque isso? Afinal, que sentido faz prender um cabelo curto?

E ai que fiquei pensando nisso. E pensando eu lembrei que minha vida capilar foi muito estranha. Se é que posso chamar tudo o que passei com o cabelo de vida.

Meu cabelo é, como de muitas moças por ai (acredito), encaracolado. Não é com cachos nem liso nem crespo nem outra definição qualquer. Meu cabelo é do tipo sem definição de forma. E puxa! quanto tempo demorei pra entender isso.
E também nem poderia, afinal passei metade da minha vida com ele preso com uma presilha amarala de plástico medonha. Claro que, não sem antes, passar aproximadamente 758 gr de creme para pentear.

Não dá nem pra imaginar o quão ruim isso era. Ah! é preciso mencionar que até os 9 anos eu também tinha franja. E gente, eu nem preciso comentar o risco que é ter uma franja e uma presilha amarela juntos. Isso não era bom pra mim.

Mas além de tentar esconder desesperadamente meu cabelo que só queria carinho e compreensão, eu também tentava esconder minha cara, cheia de acne e oleosidade. De fato, era mais que o fim.

E foi assim por um bom tempo (anos!!) até eu perceber que não tinha que esconder nada, não tinha que ficar no fundo da sala. A única coisa que eu precisava mesmo era a única que eu não queria fazer: olhar pra mim.

Era só olhando pra mim e minhas particularidades que eu descobriria como cuidar de mim mesma e parar de me esconder. Porque né?!, era isso que eu fazia.

Ler todos esses blogs de beleza me ajudaram muito a me ver. Ver quem eu sou e como eu sou bonita e interessante, mesmo não tendo a cara da Gisele. E antes deles, as revistas me ajudaram, os programas "para mulheres" que passam a tarde na tv me ajudaram. Baixar minha auto crítica me ajudou a ver que não precisa ser igual, xerox da outra pessoa. Precisa se enxergar.

Foi assim, construindo esse pensamento de me sentir confortável comigo que eu quis prender o cabelo. Pra mostrar meu rosto, minha cara, minha verdade de beleza. Eu quis ver também, além de mostrar, como eu sou eu mesma.

nayarac.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

I will survive ou porque eu choro com essa música.

Pode parecer bem idiota daqui uns anos. Pode parecer bem pequeno para alguns olhos, mas o fato é que eu realmente choro de pena de mim mesma e não garanto que vou sobreviver a tudo isso.

nayarac.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Desejo do dia

Eu queria poder resolver seus problemas.
Queria como em um toque mágico tirar do seu rosto essa tristeza, essa falta de vontade para com tudo.
Queria ser capaz de te transformar em alguém mais seguro, mas sincero com você mesmo.
Queria muito, mas posso pouco.
É injusto ficar de espectadora da tua vida, enquanto você preenche a minha com tanta alegria.

Me ensina como faz pra deixar tudo vida melhor?